Sete e quarenta e cinco da manhã de sábado e o céu já fechou. O relógio biológico não desativa o alarme nos fins de semana. Comi um pão com manteiga na chapa e uma caneca de leite com achocolatado, gelado, que é pra acompanhar a candura. Li uma passagem de Caio F. sobre a expectativa do sábado para se ter mel no domingo. E esse domingo será de Mel. De abelha, de gente. De quase gente.
Aprendi de novinha não ter muita expectativa. Decidi que viveria, e o que viesse de bom seria lucro. O medo do descabelar; como se fosse mesmo uma coisa ruim. E agora, mesmo depois de muito pentear, tenho encontrado a rotina pairando os vários atos de vida. Da falta de significação para o que me rodeia.
Mais uma vez o ciclo de 365 manhãs amassadas se renovará. E a essa altura do campeonato, completar a vigésima quarta marcação de envelhecimento me fez querer pensar sobre; só não soube por onde começar, apesar de ser uma das coisas que faço muito bem.
Não sei se espero ou se corro. Se analiso ou se corro. Se me pinto ou se me acabrunho. Se sinto. Se dou valor.
Sei que o céu está ali, nublado.
Meu cérebro está aqui, funcionando.
E a vida pra ser vivida está do meu lado, pedindo pra que seja intensa.