domingo, 28 de novembro de 2010
Hoje
Seis horas da tarde. Sozinha em casa, pratico meu esporte preferido. Percebo a ventania entrando por todas as janelas do apartamento, ajudando a posicionar a bagunça dos cômodos de uma maneira instantânea. Penso primeiro no namorado que ainda não voltou pra casa. Depois, fecho as janelas devagar.
A sacada do sétimo andar, neste caso, é o melhor lugar para se terminar o livro - ganho a certeza. A massa cinza das nuvens se aproximam, a terra marrom sobe em círculos aos ares - da liberdade de estar em um lugar onde não se pertence. Os ventos zunem, passam por mim com força. Três grandes minutos se passam e a luz do dia se esforça a voltar. Termino de ler o livro com pingos nas lentes dos óculos. Ventania, tempestade. Ótima forma de se terminar uma tarde de domingo.
A sacada do sétimo andar, neste caso, é o melhor lugar para se terminar o livro - ganho a certeza. A massa cinza das nuvens se aproximam, a terra marrom sobe em círculos aos ares - da liberdade de estar em um lugar onde não se pertence. Os ventos zunem, passam por mim com força. Três grandes minutos se passam e a luz do dia se esforça a voltar. Termino de ler o livro com pingos nas lentes dos óculos. Ventania, tempestade. Ótima forma de se terminar uma tarde de domingo.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Cardiovascular
Consigo sentir o desespero em vigia. Ele espera o momento certo para dar o bote, para atacar a presa indefesa. É como um presságio. Como o conselho para levar o guarda-chuva ao trabalho na manhã ensolarada. Basta acreditar.
Aproxima-se manso da rotina e apenas um passo em falso o faz tomar conta dos pensamentos. Ele sente-se à vontade em minha mente. Se faz confusão. Minhas palavras convictas asseguram todos os erros nos outros, e assim, acredito em mim mesma. Estou comigo e não abro. Me engano e me creio. Troco o bairro, mudo de emprego. E me salvo: só acordo com medo.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
De hormônios
Maré alta, acompanha fúria.
Maré baixa, acompanha in-feliz-cidade.
A melancolia que é constante
no ser,
o qual, possui o mesmo radical
Influência monstruosa,
ingerida.
Autonomia de 0,5mm
E o resultado de todo mês:
Negativo.
Maré baixa, acompanha in-feliz-cidade.
A melancolia que é constante
no ser,
o qual, possui o mesmo radical
Influência monstruosa,
ingerida.
Autonomia de 0,5mm
E o resultado de todo mês:
Negativo.
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