sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Emily Rose

Ando tocando baixo, fazendo música e escrevendo letras. Descrevendo peso, amor e ódio. Escutando tudo que já me influenciou e ainda faz parte. Aprendendo cada dia uma coisa nova.
Juntando os cacos dentro da cabeça e do ouvido. Tendo taquicardia. Passando medo. Me apresentando à adrenalina e calejando os dedos.
Me surpreendendo. E amando mais esses meninos. It's rock n' roll, baby.

Ao vivo.

Cru.

- Pra escutar o EP recém lançado:

http://emily-rose.bandcamp.com

- Myspace:

http://www.myspace.com/roseemilyrose

- Facebook, hehe:

http://www.facebook.com/profile.php?id=100002959250702

(meu gerador de links tá um lixo)

é noise

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Social Distortion - Reach for the sky

Alcançar o céu, porque o amanhã pode nunca chegar...





When I was young I was invincible,
I find myself now thinking twice,
I never thought about no future,
It's just the roll of the dice

But the day may come when you've got something to lose,
and just when you think you're done paying dues
and you say to yourself, dear god what have i done?
and hope its not too late 'cause tomorrow may never come.

Reach for the sky, 'cause tomorrow may never come
reach for the sky, 'cause tomorrow may never come

Yesterday is history and tomorrow's a mystery
but baby right now, its just about you and me,
you can run you can hide, just like Bonnie and Clyde
reach for the sky ain't never gonna die,
and i thank the lord for the love i have found
and hold you tight cause tomorrow may never come.


So if you please take this moment
try if you can make it last
don't think about no future and just forget about the past
and make it last

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
– dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

domingo, 14 de agosto de 2011

Desvio de atenção proposital

A ausência de meu pai está comigo entre essas paredes.Ela solidifica-se. Transforma-se na companhia de um coelho freak, verde, de paletó, sentado no sofá atrás de mim. Só vejo se o olhar de viés por cima do ombro direito.
Hoje será assim, nada de o encarar de frente.


Distrair a saudade, meu pai, é o esporte necessário para manter meu dia-a-dia saudável. Pois te vejo em meus pequenos atos, tudo que me ensinastes. Toda essa loucura lírica de suas/minhas entranhas. E ainda não aceito a idéia de que as coisas são efêmeras. Ainda sou a garotinha de olhos grandes que você pegava no colo e encostava minha cabeça apertada em seu peito, dizendo que está tudo bem. Que está tudo, tudo bem.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Aqui dentro, bem no fundo

Sigo parafraseando escritas comuns, já nem sei se são mais minhas ou de outros viventes poetas românticos existencialistas. As palavras se repetem, remetem. Mas as idéias não são sempre descobertas. As palavras enganam. Muitas vezes distorcem o que a gente sente. Elas não dizem realmente o que você guarda aí dentro, bem no fundo.
Uma vez, corajosa que sou, contei um segredo pra uma amiga. Mas assim que falei, me escutei. E percebi que não era bem aquilo que era. E assim, no minuto seguinte a odiei.

Mas a sua vida vive em mim, em minha mente, em minha cama, em minha pele. Mas te decifrar é a questão mais difícil até agora, apesar de saber definir o aroma que sai de cada poro seu.
Você devia saber. Devia saber como lidar. Todos nós devíamos saber das relações interpessoais corredores. E que a via de mão dupla ultimamente andou congestionada. O tráfego já não é mais o mesmo. Mas como foi que isso tudo chegou a esse ponto? Não é fácil a resposta, mas eu sei que você sabe. Sabe como lidar. Como cuidar. Ou eu queria que soubesses. Eu não soube.
As quedas são corriqueiras e a cada dia que passa percebo que uma corda escapa dentre nossas mãos. Eu não devia ter deixado de dar mais um nó. De apertá-lo todo dia... Não era isso que eu queria. E eu já devia saber.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ultimamente

Verbo que me causa demasiado enjôo: conter.


Adjetivo de meu objetivo célebre: rijo.


Conjugado
Concordado

Em gênero e número.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O que contém

A cerveja, o almoço, o jogo, as bexigas, os chapéuzinhos, o bolo,a surpresa, o 'me enganar', as desculpas esfarrapadas pra esconder, o plano, o dinheiro gasto, a vitória do curinthia e os amigos! Pra quê eu quero mais? Festa surpresa fez me sentir uma garota sortuda! Agradeço a eles, aos seus pais e aos meus, por tê-los sempre por perto.. e por ser sempre intenso. Obrigado por me proporcionarem muito do que eu sinto, passo, cresço e faço nessa faculdade!






Pra memória que se esvai durante a festa, resta a lembrança das fotos! Não apareceu todo mundo aqui, mas eu me recordo bem...

sábado, 30 de abril de 2011

Do trabalho que é ser do primeiro de maio

Sete e quarenta e cinco da manhã de sábado e o céu já fechou. O relógio biológico não desativa o alarme nos fins de semana. Comi um pão com manteiga na chapa e uma caneca de leite com achocolatado, gelado, que é pra acompanhar a candura. Li uma passagem de Caio F. sobre a expectativa do sábado para se ter mel no domingo. E esse domingo será de Mel. De abelha, de gente. De quase gente.
Aprendi de novinha não ter muita expectativa. Decidi que viveria, e o que viesse de bom seria lucro. O medo do descabelar; como se fosse mesmo uma coisa ruim. E agora, mesmo depois de muito pentear, tenho encontrado a rotina pairando os vários atos de vida. Da falta de significação para o que me rodeia.
Mais uma vez o ciclo de 365 manhãs amassadas se renovará. E a essa altura do campeonato, completar a vigésima quarta marcação de envelhecimento me fez querer pensar sobre; só não soube por onde começar, apesar de ser uma das coisas que faço muito bem.
Não sei se espero ou se corro. Se analiso ou se corro. Se me pinto ou se me acabrunho. Se sinto. Se dou valor.
Sei que o céu está ali, nublado.
Meu cérebro está aqui, funcionando.
E a vida pra ser vivida está do meu lado, pedindo pra que seja intensa.

sexta-feira, 11 de março de 2011

pra vida

Acordou nascendo. Não. Nasceu Dormindo. Veio ao mundo desejando a contínua calmaria uterina, com uma condição diferente - espaço. Não queria nada de joelho no queixo, nem falta de lugar para esticar os braços. E também, que tirassem aquele cano estranho do meio de sua barriga.
Saiu e chegou ao mesmo tempo. Sujo, quieto e bonito. Até pareceu não estar espantado com a brilhante chegada de sua vida. Sua mãe acordada, desejava estar dormindo. “Por quê o pequeno não chora?” Mas não esperaram nem sua primeira traquinagem, e deram-lhe logo um tapa em suas nádegas infantis! Talvez o alvo tenha sido a da direita, talvez a da esquerda.. mas a única certeza foi o choro. Estridente, seguido de um pequeno intervalo.

Complexo de Cinderela - Colette Dowling