Os nomes eram como amigos irreconhecíveis na multidão. Abria o livro com certo receio, disfarçada. E o dedo, junto dos olhos, descendo a lista dos nomes e datas, me dava prazer. Me dava uma pequena alegria. Um pedaço de euforia dentro do silêncio da biblioteca. Mas o mais instigante, é encontrar em meio aos nomes desconhecidos, um nome conhecido. Reconhecido. Sublime sinapse platônica.
Um dia desses fiz novamente, por extinto. E me reconheci. Me lembrei do amigo cujo nome foi encontrado na ficha. Agora, ele se encontra a um oceano de distância. Me lembrei da assinatura... a data é de 2007. E me lembrei, que em 2007, eu andava pela biblioteca municipal...
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