Consigo sentir o desespero em vigia. Ele espera o momento certo para dar o bote, para atacar a presa indefesa. É como um presságio. Como o conselho para levar o guarda-chuva ao trabalho na manhã ensolarada. Basta acreditar.
Aproxima-se manso da rotina e apenas um passo em falso o faz tomar conta dos pensamentos. Ele sente-se à vontade em minha mente. Se faz confusão. Minhas palavras convictas asseguram todos os erros nos outros, e assim, acredito em mim mesma. Estou comigo e não abro. Me engano e me creio. Troco o bairro, mudo de emprego. E me salvo: só acordo com medo.
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