A ausência de meu pai está comigo entre essas paredes.Ela solidifica-se. Transforma-se na companhia de um coelho freak, verde, de paletó, sentado no sofá atrás de mim. Só vejo se o olhar de viés por cima do ombro direito.
Hoje será assim, nada de o encarar de frente.
Distrair a saudade, meu pai, é o esporte necessário para manter meu dia-a-dia saudável. Pois te vejo em meus pequenos atos, tudo que me ensinastes. Toda essa loucura lírica de suas/minhas entranhas. E ainda não aceito a idéia de que as coisas são efêmeras. Ainda sou a garotinha de olhos grandes que você pegava no colo e encostava minha cabeça apertada em seu peito, dizendo que está tudo bem. Que está tudo, tudo bem.
Tão bom ser a garotinha do papai...
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